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Economia capixaba entra em novo ciclo de desenvolvimento com Fundo Soberano

Neste mês, a criação de um Fundo de Investimento em participações (FIP) vinculado ao Fundo Soberano do Estado do Espírito Santo (Funses) do Governo do Estado vem consolidar uma iniciativa estratégica para o novo ciclo econômico capixaba, com potencial para impactar o rumo da economia.

O processo seletivo para a gestora que vai estruturar o FIP Funses 01, um fundo na modalidade venture capital multiestratégia, foi coordenado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). A gestora selecionada vai ser responsável pela análise das empresas, valoração, negociação, investimento, aceleração e desinvestimento das empresas selecionadas.

Segundo o presidente do Bandes, Munir Abud de Oliveira, esse fundo é um dos maiores da categoria no País, com aporte inicial de R$ 250 milhões. “Estamos falando de uma iniciativa inédita, que permite a atração de novas empresas para o Espírito Santo, o ganho de competitividade do parque industrial, o desenvolvimento de empresas de base tecnológica e a diversificação e o fortalecimento da nossa economia, além da consolidação de cadeias produtivas de diferentes segmentos econômicos”, afirma.

Conceitualmente, um Fundo Soberano ou fundo de riqueza soberana é um mecanismo adotado por alguns países utilizando parte de suas reservas internacionais, como por exemplo, ganhos com royalties pela extração de commodities, de excedentes da arrecadação fiscal ou, até, do lucro de empresas estatais. Entre os mais importantes, figuram os de Dubai, Noruega, Catar, Singapura e China.

No Estado, a criação do Fundo Soberano é decorrente do acordo de unificação dos campos no Parque das Baleias, firmado entre o Governo do Espírito Santo, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a Petrobras, que destinou parte dos recursos dos royalties de petróleo para um fundo. Parte dos recursos do Funses, cerca de 60%, é destinado a investimento em negócios, sob responsabilidade do banco de desenvolvimento. “Atualmente, nossa economia é baseada na exportação de commodities, e pela lógica do mercado, quem produz commodities não tem o poder de definir o preço de seu produto: esse valor é definido pelo mercado consumidor. Assim, o Governo aloca recursos provenientes de uma riqueza finita, como o petróleo ou o gás natural, para fazer uma poupança estadual que recebe parte do dinheiro de sua exploração e, assim, investir em diversificação, inovação e sustentabilidade da economia do Estado”, frisa o presidente.

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