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Crônica de Domingo; com Paulo Roberto Amorim

A confusão do dia foi embora com a passagem do implacável tempo.

Deixou somente as suas marcas, algumas fortes e bem visíveis em meus pensamentos. Tudo agora é calmaria sem o tumulto do dia que se foi sem querer, mas foi, talvez por não ter aprendido a ficar. E foi para nunca mais voltar, pois também não aprendeu a voltar.

Ouço apenas o eco dos seus gemidos, os ruídos ingênuos de quem dorme e o bater frenético do meu próprio coração. Fecho os olhos, respiro fundo e, no silêncio manso da madrugada que surge, viajo de estrela em estrela, sem medo e sem pressa, levando na bagagem a esperança de dias melhores e a paz desejada por todos.

Muitos me acompanham em pensamento, iluminando o meu caminho de ida e sinalizando o meu caminho de volta. E só assim, em pensamento, visito todos a quem muito quero e amo. Tudo vibra em meu corpo, não sei mais onde terminam os sonhos, nem onde começa a realidade.

Uma paz intensa me invade e mergulho em um oceano luminoso. Aproveito a energia do que encontro, e observo os visitados. Alguns dormem profundamente, enquanto outros, assim como eu, estão entregues aos devaneios, vagando pelo universo da magia ou, simplesmente esperando o sono chegar.

Deixo um afago, um cheiro, um beijo e continuo a viagem… sempre de estrela em estrela, de coração em coração, na vastidão da minha imaginação… E o que restou do meu dia, do seu mistério e da magia que o tempo não levou, jamais será por mim esquecido, e nem levado pelo suave e dissimulado sopro do vento, que tudo arrasta e guarda no armário do esquecimento. Pois assim como o já saudoso dia e o incansável tempo, ele também passou, esqueceu e não levou, e pelo visto, não vai voltar pra levar, pois, só aprendeu a ventar!



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