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Baixo Guandu: Atingidos pela Samarco farão manifestação em março

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Cerca de 150 representantes de várias associações de atingidos pela lama da Samarco, em 2015, decidiram em reunião realizada no município de Baixo Guandu (01/02) fazer uma “mega manifestação” na cidade, no mês de março, após o carnaval, para protestar contra a demora na reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais.
O protesto em Baixo Guandu pretende reunir 10 mil pessoas e a intenção é trazer para Baixo Guandu comunidades de Minas Gerais, desde Mariana passando por todo o percurso do rio Doce até o Espírito Santo. A manifestação deve ter concentração na praça São Pedro, com caminhada até a ponte Mauá, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, onde será feito um abraço simbólico ao rio Doce.
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Representantes de 21 localidades mineiras e capixabas, especialmente de associações de pescadores, participaram da reunião de hoje em Baixo Guandu, que foi realizada no CRAS local e teve inicio às 10 horas.

O protesto vai ser dirigido principalmente à Fundação Renova, Samarco e suas controladoras Vale e BHP, que segundo os atingidos não estão cumprindo os compromissos assumidos no processo de reparação ambiental, material e sócio econômicos decorrentes da tragédia de Mariana.

“A Fundação Renova, criada para reparar estes danos, está nos empurrando com a barriga e deixando de cumprir compromissos assumidos perante as autoridades”, afirmou na reunião o presidente da colônia de pescadores de Baixo Guandu Z- 12, Cláudio Alvarenga. Para ele, não há outra alternativa senão a união de todos os atingidos para pressionar por soluções que estão sendo adiadas com frequência.
Para o prefeito Neto Barros, a Fundação Renova está “ludibriando” os municípios, bem como os atingidos  pela tragédia de Mariana. O prefeito conclamou a todos pela união na luta pela reparação dos danos da Samarco. “Na verdade, somos todos atingidos. Falo pelos mais de 32 mil habitantes de Baixo Guandu, que de alguma forma foram impactados e esta situação se repete em dezenas de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo”, disse Neto Barros.
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