A nova reforma tributária já começou a impactar as empresas brasileiras e, para especialistas, quem não se adaptar desde agora pode enfrentar aumento de custos, problemas fiscais e até prejuízos financeiros.
Aprovada para simplificar o sistema de cobrança de impostos no país, a reforma tributária prevê a substituição de diversos tributos atuais por dois novos impostos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que será administrado por estados e municípios. A transição para o novo modelo começou em 2026 e ocorrerá de forma gradual nos próximos anos.
Segundo o contador Silvio Gomes, da Contabilidade Geraldo Novaes, muitas empresas ainda não perceberam a dimensão das mudanças e podem cometer erros importantes nesse período de adaptação.
“O erro número um é achar que a reforma está longe. A transição começou em 2026 e as empresas precisam se adaptar às novas regras da CBS e do IBS, inclusive na emissão das notas fiscais”, alerta o especialista.
Outro ponto de atenção é a falta de revisão do regime tributário adotado pelas empresas. De acordo com Gomes, a nova lógica de créditos e da tributação sobre o consumo pode tornar alguns modelos mais caros caso não haja planejamento antecipado.
“Com a nova lógica de crédito e tributo sobre consumo, muitas empresas podem acabar pagando mais impostos se não fizerem um planejamento tributário adequado e antecipado”, explica.
O contador também destaca que sistemas internos e processos fiscais precisarão ser atualizados para atender às novas exigências legais. “A reforma exige mudanças nos sistemas de faturamento, no cadastro de produtos e na classificação fiscal. Ela vai mudar a forma como as empresas pagam impostos no Brasil. Quem se preparar antes vai conseguir economizar e evitar problemas futuros”, conclui Gomes.
