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Empresária sofre parada cardíaca em academia

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A educadora física e proprietária de um Centro de Treinamento e Avaliação de Cachoeiro de Itapemirim, Cintia Schiavini, de 47 anos, teve um mal súbito e desmaiou na academia, no dia 13 de julho e só recebeu alta no último dia 22 de julho.

Cintia foi entubada, ficou na Unidade de Terapia Intensiva e permaneceu internada no Hospital Unimed até passar por uma cirurgia para implante de um cardiodesfibrilador interno subcutâneo, na última quarta-feira (21).

O procedimento, que introduz o aparelho na região do tórax, logo abaixo na pele, ocorreu pela primeira vez no sul do Estado, sendo uma alternativa menos invasiva ao implante endovascular.

O aparelho monitora constantemente o coração e aplica o tratamento de forma automática para corrigir o ritmo cardíaco acelerado quando necessário. De acordo com o cardiologista da Unimed Sul Capixaba, Marcelo Crespo, casos semelhantes ao da paciente Cintia, no momento que a parada cardíaca súbita ocorre, a rapidez na identificação do quadro e o socorro ágil, com a massagem cardíaca e as manobras de ressuscitação até a chegada de um desfibrilador com a equipe de remoção, são essenciais para salvar a vida.

Cíntia relata que estava sentada quando desmaiou. A partir de então, foram cerca de 40 minutos de atuação na ressuscitação, realizada por médicos que se encontravam na academia.

Em recuperação da cirurgia de implante do cardiodesfibrilador interno subcutâneo, Cintia conta que no dia de sua parada cardíaca não sentiu nada de anormal até o desmaio. Após ser ressuscitada e entubada, ela permaneceu inconsciente até a quarta-feira, 14. “Não tenho recordações do momento em que acordei, ainda na UTI. Só retomei a consciência por completo na quinta-feira à tarde”, diz.

A empresária reconhece que ainda não conseguiu assimilar o que aconteceu e que seu caso pode ser considerado um verdadeiro milagre. “Eu fiquei muitos minutos em morte súbita. Por ser educadora física e estudar a área da neurociência, tenho consciência de que tive anjos e que o milagre maior foi eu ter saído disso tudo sem sequelas”, afirma.

Para o cirurgião cardiovascular Lisandro Azeredo, nesses casos o tempo de atendimento deve ser o mais curto possível.  “A partir de dez minutos sem atendimento, a chance de lesão cerebral é muito grande”, afirma. Eventos semelhantes ao registrado com a Cintia ocorrem de maneira inesperada, podendo ser a primeira manifestação de uma doença cardíaca em uma pessoa aparentemente saudável.

 

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