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“Edson pediu para que eu investigasse a obra do Costa e Silva”

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Política em um minuto – 01/07/2021

Na tarde de hoje (1/7), quinta-feira, a Câmara de Vereadores de Guarapari, recusou o pedido de criação de uma CPI para investigar as obras paradas no município. O pedido foi feito pelo senhor Jorge Egbert Weyting Júnior, presidente da ONG Transparência Guarapari. Entre os motivos alegados pelos vereadores está o fato de que o pedido formal protocolizado pelo presidente da ONG Transparência Guarapari não continha todos os documentos necessários. Nossa equipe entrou em contato com o senhor Jorge Egbert Weyting Júnior que respondeu encaminhando o seguinte texto:

“Vivemos em uma era estranha. Reclamar de corrupção, de roubo, de estelionato, é mais grave do que participar de corrupção, roubar, e praticar estelionato. É a era da inversão de valores”. Disse Jorge Egbert Weyting Júnior, Transparência Guarapari.

Obras paradas

O Realidade Capixaba está publicando uma série de matérias que apresentam indícios de irregularidades em obras do município. Na noite de hoje (1/7), seria publicada uma matéria sobre a escola municipal Presidente Costa e Silva. Para surpresa da nossa equipe, identificamos nos buscadores de notícias na internet, a informação de que essa mesma escola já fora alvo de uma CPI criada pela Câmara de Vereadores em 2015. O material encontrado pela nossa equipe traz a informação de que vereadores, na época, aliados do então deputado estadual Edson Magalhães, solicitaram a abertura de uma CPI por conta de atrasos na entrega da obra. Nossa equipe entrou em contato com alguns vereadores da época para entender o caso.

A ex-vereadora, Fernanda Mazzelli, na época aliada do então deputado, disse a nossa equipe que o motivo de abrir a CPI foi um pedido de Edson Magalhães que argumentava, entre outros tópicos, que a escola Costa e Silva era de suma importância para a comunidade escolar e que era um absurdo a obra estar atrasada. Essa informação foi confirmada por outro vereador que presenciou o pedido. Veja trecho da entrevista que fizemos com a ex-vereadora Fernanda Mazzelli sobre o ocorrido.

“Edson pediu para que eu investigasse a obra do Costa e Silva. Em 2015, Edson Magalhães procurou a mim e outros vereadores pedindo que abríssemos uma CPI para investigar a escola Costa e Silva alegando que existiam irregularidades na obra. Edson era deputado estadual e disse que não poderia investigar na Assembleia e que essa era uma obrigação dos vereadores. Aceitamos a justificativa e abrimos uma comissão de investigação que visitou o local e não constatou irregularidades. Agora que Edson Magalhães é prefeito, ele é contra a investigação. Por quê? Espero que os atuais vereadores apoiem esse pedido de investigação. Edson dizia que estava errada a obra e agora que ele é o responsável não consegue entregar”. Disse Fernanda Mazzelli que na época fazia parte da base de apoio ao então deputado Edson Magalhães. “Essa mudança de comportamento de Edson que me levou a romper com ele”. Completou Fernanda.

CPI das obras paradas

Quando os ex-vereadores concederam a entrevista, o pedido para instauração da CPI das obras paradas estava aguardando encaminhamento para análise do plenário. Na tarde de hoje, os vereadores analisaram o pedido e negaram argumentando falhas processuais.

Na próxima semana, vamos publicar a matéria sobre a escola municipal Costa e Silva, o restante da entrevista com ex-vereadores e a opinião do presidente da Transparência Guarapari sobre esses fatos.

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