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Coluna de Opinião: Não existe café de graça

Coluna de Opinião

Ricardo Rios


Em política é certo afirmar que não existe café de graça, ou seja, nenhuma movimentação partidária é por acaso, assim como, as alterações de partidos que vários agentes políticos praticam cotidianamente, mesmo diante da imposição legal da fidelidade partidária.

Essas movimentações não são simples atos de troca de ideologias, aliás, alguns sequer conhecem a ideologia disposta no estatuto de sua agremiação partidária, ouso dizer, que sequer sabem como se forma a sua comissão de direção, mas, esqueçamos isto e nos dirijamos à cafeteria.

Em Guarapari, desde 2012, quando o então deputado Rodrigo Chamoun tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas, o então assessor Gedson Merízio, se alçava como aquele que o substituiria, contudo, entre um café e outro, o PSB – ex-partido de ambos, foi deixando a conta da cafeteria para Gedson.

Naquele ano o PSB trouxe Ricardo Conde como candidato a prefeito e Gedson Merízio como candidato a vereador. Apesar de ter sido eleito vereador, foi a primeira conta paga por Gedson, já que o seu partido escolhera o recém-chegado, Conde, para ser o candidato a prefeito. Passados dois anos, o café além de caro, ficou amargo, pois Gedson teve que ser candidato a Federal, ao invés de ser a Estadual, para beneficiar o recém-chegado ao partido, Edival Petri.

Em 2016 Merízio se alça candidato a prefeito, no entanto, seu partido (PSB), aos 45 minutos do segundo tempo, numa reunião regada a muito café, lhe retira a candidatura para ocupar a vice de um tal Carlos Von, o que desagradou a gregos, troianos e guaraparienses. Como resultado ele sequer conseguiu registrar a candidatura de prefeito e de seus vereadores. E a conta só aumentava.

Em 2018 o sapiente PSB lança Gedson candidato a Estadual, no entanto, traz para o partido Sérgio Majeski, que foi o Deputado mais votado do estado. Ainda assim, Gedson fica em 4º lugar na votação da legenda. Mais tarde, já em 2020, o PSB tanto fez que deixou Merízio com uma coligação minguada, ou seja, ele estava sozinho novamente, não só politicamente, como financeiramente, pois seu gasto de campanha não chegou a 315 mil. Cafezinho amargo e sem açúcar.

Terminada a eleição de 2020, as lideranças Merizianas iniciaram os trabalhos para a eleição seguinte, já sonhando com a Assembleia Legislativa, no entanto, ao chegar ao Palácio para apresentar a conta do café e solicitar um reembolso, é apresentado ao fiel escudeiro do PSB mais uma conta a ser paga na eleição de 2022. Dessa vez, tal qual em 2014, Gedson deveria ser candidato a Federal e ceder seu lugar de Estadual na legenda para Tyago Hoffmann.

Talvez cansado de tanto tomar café indesejado, e ainda pagar a conta, Gedson muda para o PODE, restando saber se também haverá conta a ser paga, pois, café daqui café de lá, ou Gedson Merízio encerra essa conta junto à cafeteria, ou ela ainda será palco de novas xícaras de cafés, por conta dele é claro, já que bem se sabe que não existe café de graça.


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