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Será o PH?

Especialista na arte da construção de narrativas, o governador Paulo Hartung vem se notabilizando com a propagação de resultados positivos no ajuste fiscal. Candidatíssimo à reeleição ao governo do Espírito Santo, PH assume o protagonismo eleitoral da maneira como mais gosta e sabe manipular o tabuleiro político.

Além disso, dá pitacos na conjuntura nacional e é cortejado como exemplo de gestão eficiente em um cenário falimentar! E está, como ele mesmo diz, “bombando!”

Conta-se que ele foi convidado a disputar o governo do Rio de Janeiro e a vice-presidência da República. Em se tratando de um político com habilidades mefistofélicas, é bom não duvidar, mas é providencial desconfiar dessa bela jogada de marketing.

PH gosta de dar bypass nos incautos, mandar recados pela imprensa, atemorizar os desafetos com a Vara da Fazenda Pública e fazer os aliados aguardar até o último segundo para impregnar em todos a “phdependência”.  Cerebral, PH não é para ser interpretado por amadores, analisado por “focas” ou enfrentado com o fígado. E o seu “núcleo duro” é ele diante de um espelho de quatro faces!

PH sempre escolheu os sparrings na sua carreira política e costuma abater a todos com métodos nem sempre republicanos. Um deles, aprendiz de bicheiro, dizia que tinha “a força”. Comprou uma fantasia de He-man na feira de Gurigica, rasgava intimações da Justiça em frente às câmaras de TV e virou “personagem de cadeia”!

Agora, com a real possibilidade de alinhamento dos opositores, parece que PH está acusando um nocauteador uppercut de uma, até então, impensável “primeira derrota” e fala “para fora” o que não pratica “para dentro”. Recentemente fez o anúncio de um “pacote de bondades” de 1 bilhão de reais para gastar em ano eleitoral e formar um exército de prefeitos de pires nas mãos.

Diz-se que PH poderá renunciar em abril e, pasmem, até não disputar à reeleição e ou concorrer ao Senado. Será?

Muitos estão se encantando com o seu mavioso “canto de sereia”! Mas a literatura universal não registra nenhum poder totalitário entregue “de mão beijada”. Ao contrário, há registros de dramaticidades!

Assim, afrouxar a fivela do cinto do estado ao tempo em que fatura prestígio nacional com um ajuste fiscal além da conta é um sintoma de que existe alguma coisa no ar e não é avião!

Nas barrancas do Cricaré, quando desconfiamos de algo mirabolante, perguntamos: “Será o Benedito?” Então, podemos indagar: Será o PH?

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Maciel de Aguiar

Escritor

TekNow



Sobre Stephane Figueiredo

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