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Opinião – Vila Velha: Novos Rumos

Em 2018 foi lançado o Atlas da Mata Atlântica Capixaba, cuja elaboração foi coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA), com apoio do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

Além de mostrar áreas de matas, o Atlas da Mata Atlântica Capixaba possibilita inúmeras formas de pesquisas, e apresenta-se como fonte de planejamento, pois permite visualizar as diversas áreas nos municípios com precisão de dados, sem deslocamento de equipes e sem custos.

Em relação ao Município de Vila Velha, Atlas da Mata Atlântica Capixaba apresenta alguns números que merecem reflexão: Vila Velha possui cerca de 212,4 km2 de área total, desta área, dentre outros usos/ocupações, cerca de 42 milhões de m2 são de área edificada; aproximadamente de 17 milhões de m2 de mata nativa; cerca 12,5 milhões de m2 de mata nativa em regeneração; aproximadamente de 2 milhões de m2 de manguezais; cerca de 13 milhões de m2 de brejo; cerca de 7 milhões de m2 de macega; e, pasmem! 76 milhões de m2 de pastagens, com cerca de 10 mil animais bovinos, ovinos, caprinos, equinos e outros.

Conforme levantamentos de pesquisadores, cada animal demanda aproximadamente 1,5 ha de área, ou seja, 15 mil m2 desde criação até o abate, totalizando uma necessidade média de 67 milhões de m2 de pastagens para alimentar esses 10 mil animais. Assim numa conta aritmética simplista, teríamos um superávit de cerca de 9 milhões de m2 de pastagens.

Noutro viés, considerando que 80% da arrecadação de ISS do Município de Vila Velha advêm das operações portuárias, estimadas em 100 milhões de reais/ano e que, tanto o Norte, quanto o Sul do Estado, buscam investimentos em suas estruturas portuárias para receberem navios maiores, tornando-se portos mais atrativos para os armadores; fato que, consequentemente, tornará o “Porto de Vila Velha” obsoleto, do ponto de vista de cargas gerais.

Com fundamento nesses dados, questiona-se, então, quais são as políticas públicas do Município de Vila Velha para desenvolver nossas potencialidades e minimizar os riscos identificados à nossa arrecadação, já insuficiente hoje para a demanda existente.

Urge, para não dizer “ruge”, que a sociedade Canela Verde estude alternativas, minimize os riscos às nossas principais atividades, resguardando nossa arrecadação. Enfim, que elabore um Planejamento Estratégico factível para os próximos anos, oportunizando o desenvolvimento sustentável do nosso município.

Discurso fácil, sem dados e indicadores que o fundamente, planejamento mal feito e enviesado, sem levar em consideração as nossas potencialidades e os possíveis riscos/ameaças às nossas atividades não deve mais ter espaço na agenda do Canela Verde.

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Eng. Henrique Casamata

Diretor do Clube Capixaba de Engenharia

TekNow



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