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Na campanha era contra, na prefeitura é a favor: CPI investiga rotativo de Guarapari

Durante a campanha eleitoral, o prefeito Edson Magalhães afirmou que o contrato assinado pela prefeitura com a empresa que administra o rotativo de Guarapari era “um absurdo” e que iria revogar o contrato assim que assumisse a prefeitura. Para surpresa da população de Guarapari, Edson Magalhães mudou de ideia e ao em vez de suspender o contrato, ampliou o serviço autorizando novas vagas. A mudança de comportamento chamou a atenção dos deputados que integram a CPI da Máfia dos Guinchos na Assembleia Legislativa. “Quando Edson era deputado vivia criticando e agora resolveu apoiar o rotativo”, disse a deputada Janete de Sá (PMN).

O colega de partido de Edson, deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) também estranhou a mudança de opinião. “Quando Edson era deputado fez pedido para que incluíssemos o rotativo de Guarapari como objeto de investigação da CPI, para minha surpresa, li nos veículos de imprensa, que Edson ampliou o rotativo. Convocamos a secretária de Trânsito de município e o representante da empresa que administra o rotativo para prestarem esclarecimentos. A secretária compareceu e afirmou que os problemas apontados por Edson foram sanados e por isso o rotativo foi ampliado. O representante da empresa não compareceu. Vou convocá-lo novamente e se não comparecer vou solicitar condução coercitiva para ele. Quem não deve não tem o que esconder”, disse o deputado Enivaldo dos Anjos.

Entenda o caso:

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Na reunião da CPI da Máfia dos Guinchos realizada segunda-feira (9), no Plenário Judith Leão, a secretária municipal de Fiscalização da Prefeitura de Guarapari, Cláudia Martins Silva, informou que o sistema de estacionamento rotativo continua sendo operado pela mesma concessionária, a Empresa Vista Group Network Sistemas e Empreendimento (VGN).

Além disso, a representante da prefeitura afirmou que o serviço está sendo ampliado e melhorado – disse que administração municipal tomou a iniciativa de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa junto ao Ministério Público Estadual (MPE). Segundo ela, o motivo seria “um desconforto por parte da sociedade porque o serviço não estava sendo feito adequadamente”.

No entanto, para a deputada Janete de Sá (PMN), relatora da CPI, a possibilidade de assinatura de um TAC representaria prejuízos ao Poder Público e à sociedade, e não apenas irregularidades.

Também convocado para a reunião, o proprietário da VGN não compareceu ao colegiado, mas será reconvocado com o alerta de que uma segunda ausência implicará em condução coercitiva. O colegiado adiantou ainda que deve convocar outras autoridades municipais para prestarem esclarecimentos sobre questões financeiras relativas ao contrato com a VGN.

Remarcação de vagas

A secretária de Fiscalização do município afirmou que “ainda não foi finalizado o reordenamento de vagas e a regularização da situação da prestação do serviço”, mas que isso será feito. Ela afirmou que o contrato com a empresa corre risco de ser rescindido se ela não atender todas as exigências contratuais.

Existia demarcação de vagas que não estavam de acordo o regulamento do código do trânsito. A empresa está fazendo uma nova pintura e demarcando os locais das vagas. Com relação às irregularidades existentes, a secretária afirma que “o que foi feito, foi feito dentro da legalidade e a empresa assumiu o compromisso de regularizar todos os quesitos que ela não estava cumprindo”.

Ou seja, repasse da arrecadação ao município e a demarcação irregular das vagas, além de não existirem a reserva de vagas para idosos, pessoas com deficiência e motos.

Fonte: Ales – Aldo Aldesco

 

TekNow



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Comentários

  1. Lógico que o safado do Edson é a favor do rotativo agora , antes o dinheiro não estava entrando no seu bolso , mas agora que sim ele vai ser contra – quanta ingenuidade nobre deputado Edvaldo dos Anjos ? .

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