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“Câmara do Amém” esvaziou 21 sessões para impedir fala da oposição entre 2017 e 2018

Política em um minuto – 06/12/2019

Os vereadores que compõem o “Parlamento Forte” se recusaram a ouvir a manifestação do vereador cassado Dito Xaréu que voltou ao plenário por força de uma liminar concedida pela justiça de Guarapari.

O que pensa a justiça de Guarapari?

Dito Xaréu foi flagrado em áudios negociando com empresários uma votação na Câmara e admitiu que recebeu recursos na conta da sua esposa para custear um almoço com secretários da prefeitura, com o intuito de fazer lobby em favor dos empresários. Mesmo assim, Dito conseguiu uma liminar na justiça de Guarapari para retornar à Câmara de Vereadores até que a perícia nos áudios seja concluída. Indignados com essa decisão, os vereadores que compõem a oposição ao prefeito se retiraram do plenário impedindo que Dito usasse a tribuna. O fato conquistou apoio da sociedade, mas provocou críticas de alguns cargos comissionados do prefeito, que de maneira coordenada, criticaram os vereadores. As críticas motivaram nossa equipe a pesquisar se a derrubada da sessão é uma prática nova ou se os aliados do prefeito também já fizeram esse movimento.

Vereadores da base do prefeito também derrubaram sessões

Em uma análise no material publicado pelos veículos de imprensa que cobrem a Câmara de Guarapari, nossa equipe constatou que em pelo menos 21 sessões os vereadores da base do prefeito Edson Magalhães se retiraram do plenário para derrubar a sessão e impedir que os vereadores de oposição se manifestassem na tribuna. Pelo visto, a prática na base do prefeito é diferente do discurso.



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