Com a chegada de setembro e o período de estiagem, a baixa umidade relativa do ar favorece o aumento dos casos da Síndrome do Olho Seco. A condição caracteriza-se pela diminuição na produção da lágrima ou pela alteração na sua qualidade, gerando desconforto contínuo nos olhos.
Segundo a oftalmologista Liliana Nóbrega, a umidade relativa do ar em queda, somada ao uso prolongado de telas e ambientes com ar-condicionado, acelera o processo de evaporação da película lacrimal. O quadro atinge até 20% da população brasileira, com maior incidência registrada em mulheres e pessoas acima de 40 anos.
Os principais sintomas incluem sensação de areia nos olhos, queimação, vermelhidão, sensibilidade à luz (fotofobia), visão embaçada e lacrimejamento excessivo reflexo. “O olho seco vai além de um incômodo temporário. Sem o diagnóstico e a lubrificação correta, a falta de lágrima pode causar lesões na superfície da córnea e afetar a visão”, pontua a especialista.
O tratamento varia conforme a gravidade de cada caso, envolvendo a indicação de colírios lubrificantes específicos e procedimentos em consultório para desobstrução das glândulas oculares. As medidas preventivas recomendadas para o período incluem a pausa programada durante o uso de telas e o aumento na ingestão diária de água.
