O primeiro evento dedicado exclusivamente às tecnologias quânticas no Espírito Santo será realizado nas instalações do Centro de Ciências Exatas (CCE), nos dias 26 e 27 de março, no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Goiabeiras.
O Quanta ES 2026 é uma iniciativa organizada pelo Laboratório de Telecomunicações da Ufes (LabTel), pelo Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para Transformação Digital (IN-Foton) e pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
O evento tem por objetivo discutir os avanços das tecnologias quânticas e as oportunidades de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial no estado. As inscrições estão abertas e informações detalhadas sobre a programação estão disponíveis na página do evento e no perfil do IN-Foton no Instagram.
O Quanta ES 2026 terá a participação de pesquisadores, representantes da indústria e especialistas internacionais. Segundo o professor Marcelo Segatto, coordenador do IN-Foton e do LabTel, as tecnologias quânticas representam um salto no desenvolvimento científico e tecnológico. “As tecnologias quânticas são, de certa forma, uma revolução dentro de uma revolução. Estamos falando de um conjunto de tecnologias e conhecimentos com potencial de mudar a forma que trabalhamos e vivemos”, destacou.
Além disso, o pesquisador ressaltou o pioneirismo das instituições capixabas em realizar um evento dedicado a um campo tecnológico em ascensão. “O Espírito Santo vem se destacando no cenário nacional com o desenvolvimento das tecnologias do futuro. Esse evento traz, para o mesmo espaço, a academia e representantes da indústria para discutir maneiras de interagir e como trabalhar para criar um ecossistema de desenvolvimento de novos serviços e produtos aqui no estado”, disse.
Tecnologias quânticas
Segatto afirma que, embora ainda pouco exploradas, as tecnologias quânticas já fazem parte do cotidiano. “As tecnologias quânticas já estão no telefone celular que usamos, nos dispositivos usados para construir a internet e até nos equipamentos médicos que usamos. De forma quase imperceptível, essas tecnologias vêm invadindo nosso dia a dia, facilitando nossas comunicações, produzindo medicamentos mais precisos e, de certa forma, melhorando nossa qualidade de vida”, explicou.
Um levantamento da empresa britânica Queca mostrou que, em 2025, esse campo do conhecimento deve totalizar aproximadamente US$ 44 bilhões em investimentos. A China lidera o ranking, com US$ 15 bilhões, seguida pelos Estados Unidos (US$ 7,7 bilhões) e pelo Reino Unido (US$ 4,3 bilhões).
No mesmo ranking, o Brasil aparece como o único país da América Latina com investimentos na área. O levantamento destacou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologias (Cimatec) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
