sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024 / 09:33
InícioNoticiasUma carta à consciência do MP

banner topo matérias 728x90px

Uma carta à consciência do MP

Editorial

Uma carta à consciência do MP

O jornalismo passa por transformações em um período de ataques à democracia e à liberdade de expressão. Os tradicionais veículos de comunicação perderam a sutileza e resolveram se posicionar longe da utópica imparcialidade, utilizada apenas como campo de proteção contra as críticas de manipulação na construção de significados, patrocinados através de um relacionamento comercial com o meio político.

As redações aproximaram-se demasiadamente dos departamentos comerciais ao ponto de permitirem sugestões nas linhas editoriais. Junto ao dilema de manter o fluxo de caixa constante, chegamos a maior transformação do jornalismo desde a criação da prensa em 1440, as redes sociais. Propagada em um primeiro momento como uma carta de alforria para jornalistas que se libertavam das pressões das grandes empresas de comunicação, as redes sociais se transformaram em campo fértil para jornalistas independentes.

Mas, esse campo novo também possibilitou o surgimento de novos formadores de opinião. Junto com os jornalistas independentes surgiram diversos profissionais de comunicação pouco acostumados com o estudo da profissão e sedentos por espaço nas mentes e nos corações dos leitores. Longe da formação filosófica necessária, os novos profissionais de comunicação se autodeclararam imprensa e, formatados como blogues e podcasts, começaram a ditar um novo ritmo. Moldamos assim, em 2022, o novo “jornalismo de opinião”, que na sutileza se mantém próximo dos interesses políticos orientados por um pragmatismo que justifica a interpretação da verdade, conforme a linha ideológica que se orienta.

Diga não às fakenews e ao jornalista (des)Cortes

Em recente conteúdo publicado, o blogueiro (des)Cortes, fez insinuações perigosas sobre minha história de vida e profissão. Muito próximo do poder, (des)Cortes se esconde na sombra de quem o financia e, profere ataques que buscam construir uma narrativa que tenta desqualificar o mensageiro que ousou criticar a forma como a Procuradora Geral do Ministério Publico do Espírito Santo (MPES), Luciana Andrade, administra os recursos públicos.

(Des)Cortes serve aos governantes. Sempre que uma crítica é lançada a mandatários, o blogueiro responde tentando desqualificar a fonte de informação. No caso específico que abordo, (Des)Cortes saiu em defesa da Procuradora Luciana, do Desembargador Raphael Câmara e do juiz do TER-ES, Renan Sales. Em uma tentativa desesperada de intimidar o jornalista, (Des)Cortes serve aos poderosos insinuando que o autor de matérias jornalísticas seria parte de uma estrema direita que ataca os poderes.

Ao (des)Cortes e a quem o financia – tenho relutância em acreditar que a procuradora Luciana, o desembargador Raphael e o juiz Renan Sales façam parte de tamanha artimanha – respondo:

Nascido na luta sindical e formado na sala de aula e nas redações cariocas, aprendi a importância da imprensa livre servir aos governados e nunca aos governantes (citando o juiz Hugo Black). Sobre as matérias (Desconforto” no judiciário capixaba: desembargador julga processo de “amigo irmão”) e (Procuradora Geral do ES gasta 190 mil reais para ver “todo mundo feliz”) digo que nenhuma autoridade constituída está à cima de críticas.

Aos recados que recebi respondo: entre a liberdade da carne ou do pensamento fico com o pensamento livre. Prefiro a carne presa e o pensamento livre do que permanecer em silêncio perambulando pelas ruas.

À consciência coletiva do MP capixaba, faço um apelo: até quando homens e mulheres livres que dedicam suas vidas à defesa de uma sociedade justa, vão assistir em silêncio, uma representante da Instituição, ameaçar um jornalista que questionou a forma como ela gasta os recursos públicos?

Por fim, ao (des)Cortes respondo: Quando denunciei o desvio de conduta do então vereador Gilvan da Federal, você se calou. Quando denunciei a utilização ilegal de recursos do Sesc pelo extremista, Gutman Uchôa de Mendonça, você se calou. Quando denunciei os prefeitos de Guarapari, Edson Magalhães e de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, você se calou.

Quando combati o conluio entre empresas e políticos na Região Sul do Estado, você se calou. Quando caminhei com os pescadores depois do desastre de Mariana, você se calou. Quando lutei pela liberdade de imprensa e da livre manifestação, você se calou. Mas, quando critiquei a conduta de um desembargador, um juiz e uma promotora, você resolveu falar. Me diga (des)Cortes, quanto vale sua consciência?

Como resposta às fakenews do colega (des)Cortes, seguem as provas entregues pela fonte e que estão em posse do conselho nacional de justiça

Processo_TREES_Suspeição_amizade_vinculo_profissional

Processo_Ausência_Imparcialidade_Decorrente_Suspeição

banner lateral 300x300px 2

banner lateral 300x300px 2

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

banner lateral 300x300px 3