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Ministro da Saúde visita obra do Hospital Materno Infantil e participa de congresso

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Foto: Hélio/Secom

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve nesta segunda-feira (16) no Espírito Santo e visitou obras do Hospital Materno Infantil, na Serra. Depois, a comitiva seguiu para um congresso médico que está sendo realizado em Vitória.

A unidade hospitalar está sendo construída no bairro Colina de Laranjeiras, ao lado do terminal de ônibus do Transcol, e terá capacidade para atender aproximadamente 8.700 gestantes por ano, realizando cerca de 725 partos por mês. A obra deve ser entregue em 2020. No mês passado, o Governo do Estado assinou um convênio para aquisição de equipamentos, mobiliários, utensílios e materiais médico-hospitalares, no valor de R$ 8.316.301,68. Ao todo, serão construídos 135 leitos, sendo 60 maternos, 60 infantis e 15 semi-intensivos.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, o Hospital Materno Infantil não vai atender somente o município da Serra, mas todo o Espírito Santo.  “Essa obra é iniciativa do município da Serra. Estamos construindo com o município o perfil definitivo desse hospital e o modelo de gestão dele. São estudos que estão sendo atualizados para que o hospital seja inaugurado e comece a funcionar no dia seguinte”, disse.

A visita às obras do Hospital contou ainda com a presença do subsecretário de Assistência em Saúde, Fabiano Ribeiro; da diretora geral do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi), Quelen da Silva; da superintendente regional da Saúde da Região Central, Cybeli Pandini; e do superintendente regional da Saúde da Região Sul, José Maria Justo; além de deputados, vereadores e o prefeito do município.

Congresso

Em seguida, as autoridades participaram da abertura do 7º Congresso Brasileiro Médico, Jurídico e da Saúde, que acontece na Capital até hoje, quarta-feira (18). O tema central do evento é “Os impactos da judicialização na gestão da saúde, municipal, federal e estadual”. De acordo com Casagrande, esse é um grande desafio devido ao volume de recursos envolvidos. O governador defendeu ainda o trabalho em conjunto entre as instituições para garantir decisões cada vez mais técnicas.

“O Estado aplica cerca de R$ 120 milhões por ano para atender à judicialização da saúde. O que chega próximo a meio bilhão de reais em quatro anos. Lógico que temos um Estado com bom nível de organização. Mas, primeiro temos que ter continuidade das políticas públicas. O Hospital Infantil é prova disso. Ficou quatro anos sem investimento e agora temos que resolver o problema com o carro andando. Segundo, o modelo atual ancorado em hospital não suporta mais. A atenção primária tem que ser eficaz. Vamos formar os profissionais para sejam resolutivos. A terceira ação é que seja feita integração entre os Poderes”, afirmou Casagrande.

Durante sua fala, o ministro Luiz Henrique Mandetta também abordou as políticas brasileiras de saúde, a assistência primária no município e a importância de reduzir custos com a judicialização. Segundo ele, todos os anos, no âmbito da União, gasta-se mais de R$ 1 bilhão para o cumprimento de decisões judiciais, com gasto anual médio de cerca de R$ 700 mil por paciente, considerando os dez medicamentos mais caros que representam mais de 90% desses custos. De 2009 e 2018, o Governo Federal gastou R$ 6 bilhões apenas no cumprimento de decisões judiciais.

“Neste ano, até setembro, já foram comprometidos R$ 999,4 milhões para custear a aquisição de medicamentos atendendo a mais de 2.300 ações judiciais. O número de ações instauradas é ainda maior, chega a 3.628 se considerado, além da aquisição de medicamentos, exames, procedimentos, internações e a compra de outros insumos e materiais”, revelou o ministro.

Fonte: Assessoria



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