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Já é hora de carnavalizar a política!

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Foto Divulgação

Nos últimos anos umas das perguntas que mais se fez em todos os cantos do país foi “cadê o povo na rua?”; “onde foi parar aquela sanha de protestar que tomou o país em 2013?”. E ninguém entendia…

Poderosos de todos os tipos de instituições “fazendo o Diabo” para manter seus podres poderes, e o povo se esforçando em sobreviver… E esse nó, essa questão rondando a mente de todos… Cadê a indignação, independente de que lado seja? Para onde foi a capacidade de lutar por si?

Vem 2018, Ano novo e a vida mais ou menos recomeça no Brasil com os mesmos problemas e a mesma desesperança. Talvez algo mudasse quando o “ano oficial nacional” começasse? Lá depois do carnaval… Só não esperávamos a tamanha surpresa que Rei Momo nos traria em seu reinado…

O Rio de Janeiro se tornou um microcosmo do melhor e do pior do país. É um termômetro onde o que desanda em outros lugares lá explode. O que explode em outros estados lá repercute com alto impacto. Foi assim com a Tenebrosa Greve da PM Capixaba em pleno Carnaval passado (que deixará suas sangrentas marcas de omissão e descaso por décadas) e assim é com a corrupção, com a Lava Jato, com o crime organizado, com o descaso estatal e com a tentativa da população de sobreviver, acima de tudo. Mas a resposta do povo a esses maus tratos não veio na rua com tochas nas mãos, paus e pedras, palavras furiosas de ordem, vidraças estilhaçadas, sangue de um pobre revoltado com sua condição de um lado e de um agente da lei (também pobre) cumprindo sua obrigação do outro. A resposta veio no sorriso do Desfile de Carnaval!

O carnaval sempre foi o momento da subversão. Do faminto virar Rei, do homofóbico/misógino se travestir de seu desejo e sair no bloco das piranhas sem medo de ser repreendido por trair “seus valores”. É o momento de se botar as Fantasias e os Monstros para fora e exorcizá-los. Foi isso que a Beija-Flor de Nilópolis e a Paraíso do Tuiuti fizeram para nós e por nós! Transformaram em fantasias, alas, alegorias, carros, música, dança, sorriso, lágrima, êxtase e festa todos os monstros, temores, pesadelos, insônias que vêm no encalço da população brasileira desde 2013! Os desfiles carnavalizados deram voz, transformaram em palavra, sentido e sentimento tudo que estava entalado na garganta de cada um, independente de classe socioeconômica.

            TODOS NÓS QUEREMOS SER LIBERTOS DO CATIVEIRO SOCIAL!

            TODOS NÓS QUEREMOS UMA PÁTRIA AMADA, QUE NINGUÉM SABE ONDE ANDA!

            NENHUM DE NÓS AGUENTA MAIS!

            REALMENTE, QUEREMOS SER CUIDADOS…

            NÃO QUEREMOS QUE NOS NEGUEM AMOR…

As escolas nos ensinaram o caminho. Ainda não foi a escola da Educação, que deve ser igual para todos, de livre acesso e gratuita, do mais carente ao mais privilegiado, mas quem nos ensinou foram as Escolas de Samba, que diferente da classe política ratazana com seus comparsas empreiteiros, é da comunidade para a comunidade e ouviram os sentimentos e necessidades destas mesmas comunidades.

O ano de 2018 é o ano de carnavalizar as eleições! De o povo tomar o processo eleitoral apontando seus monstros e mazelas, onde o calo aperta, tomando ruas e avenidas. Porque a eleição é do povo! Não é dos políticos! Eles são representantes eleitos no fim do jogo para gerir os bens públicos de TODOS! É a hora de ocupar os espaços para prepararmos o Desfile do País que Queremos Ser.

Sabe qual é o melhor? Nessa apuração todos saem campeões!!!

PAULO ROGÉRIO

Paulo Rogério Candido

Sociólogo, Servidor Público Municipal



Sobre Redação

Comentários

  1. Temo que não nos deem chance de “carnavalizar” as eleições! Essa intervenção militar no Rio pode ter outros propósitos, mais que obscuros, sendo um deles a supressão das eleições com os militares ampliando sua atuação pelo país. De um pseudo presidente, sem nenhuma credibilidade, querendo garantir seu “legado”(?) a qualquer preço pode-se esperar tudo. Acho que teremos mais surpresas além da censura à faixa presidencial do vampirão neoliberalista da Tuiuti…

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