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Hospital Guarapari: vereadores pedem explicações e prefeitura se complica

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Foram 2 horas e 36 minutos de um debate acalorado e com poucas respostas conclusivas. A Comissão de Finanças da Câmara de Guarapari convocou a prefeitura para dar explicações sobre o projeto do hospital Cidade Saúde. Já se passaram 10 anos desde que o prefeito Edson Magalhães prometeu que Guarapari teria um hospital. A primeira vez que Edson prometeu o hospital foi durante um debate político promovido pela TV Guarapari em 2008. (Hospital de Guarapari: promessa de Edson ‘comemora’ 10 anos/).

O debate promovido pelos vereadores Marcos Grijó, Thiago Parterlini e Lennon Monjardim, aconteceu no dia 26 de abril, no plenário da Câmara. Também debateram o tema os vereadores Zazá, Wendel Lima, Fernanda Mazzeli, Dito Xaréu e Sandro Bigossi. Representando a prefeitura compareceram a secretária de Projetos, Milena Moreira, a secretária da Saúde, Alessandra Santos, o secretário de Obras Públicas e Serviços Urbanos, Emanuel de Oliveira e a engenheira Juliana Breda.

O vereador Thiago Parterlini pediu explicações sobre o andamento da obra, a licitação e a viabilidade da prefeitura em manter o hospital se for concluído. “Somos todos a favor do hospital, mas precisamos entender quais as condições do prédio. Quero que a prefeitura informe quanto já gastou? quanto já recebeu para esse projeto? Quanto existe na conta? Como a Administração pretende manter o hospital, caso seja concluída a obra e se existem laudos oficiais dos órgãos competentes liberando o prédio, que se encontra em péssimo estado?”. Questionou o vereador que completou: “Precisamos saber se esse é um projeto viável ou se é uma questão pessoal para o prefeito. A população não pode mais ser iludida. São 10 anos desde a primeira promessa e nada acontece”, disse o vereador Thiago Parterlini.

O presidente da Comissão, vereador Grijó disse que esse foi o primeiro de muitos debates necessários para que tudo seja esclarecido. “Vamos analisar as informações disponibilizadas pela prefeitura e aí vamos solicitar novos esclarecimentos. Muitas dúvidas surgiram. Ao longo desses 10 anos, vários custos foram apresentados. Hoje (26/04), a prefeitura apresentou um novo valor da obra. Segundo a prefeitura, o hospital vai custar 27 milhões de reais. Precisamos analisar esses números”. Disse Grijó.

O vereador Lennon Monjardim lamentou que exista um debate ‘pequeno’ sobre um tema tão importante. “Não podemos debater como se fosse uma disputa política. Precisamos fazer o que é o melhor para a população. Muitas explicações ainda precisam ser dadas”, disse Lennon.

A equipe da prefeitura apresentou números e uma pilha de documentos foi entregue à Comissão. “Existe na conta da prefeitura um pouco mais de 3 milhões para a construção do hospital. A prefeitura recebeu 3 milhões e meio e a gestão passada gastou um pouco mais de 200 mil reais com canteiro de obras e medições. A medida que a prefeitura for completando etapas vamos receber mais recursos do Ministério da Saúde”. Disse a secretária de Projetos, Milena Moreira.

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Os vereadores abriram para perguntas da população presente. A presidente do Fórum Permanente de Guarapari (FOPEG), Jaina Costa fez uma apresentação e afirmou que “não existe possibilidade de dar continuidade ás obras desse prédio abandonado. A teimosia e falta de diálogo do prefeito são evidentes”.

Outra que se mostrou insatisfeita com as declarações foi a coordenadora de Relações Públicas da FOPEG, Neliana Vilela. “O projeto apresentado pela prefeitura foi realizado pelo prefeito Orly. A prefeitura não apresentou o projeto que Edson Magalhães fez quando desapropriou o prédio abandonado. Querem esconder o quê? Também não apresentaram um cronograma de obras para o hospital. A verdade é que até hoje a prefeitura só recebeu 10% do valor que dizem ser necessário. Fiquei surpresa quando a secretária disse que o dinheiro está na conta. A informação que a prefeitura sempre divulgou era de que o ex-prefeito tinha gastado o dinheiro, mas hoje a secretária disse que o dinheiro está na conta. A todo o momento surgem novas informações”. Questionou Neliana.

Jorge dos Anjos foi mais duro nos seus questionamentos. “Existe uma questão judicial a ser resolvida. A desapropriação da área que dá acesso ao prédio do hospital está sendo questionada na justiça. Como pode a prefeitura insistir nesse prédio sem que haja uma segurança jurídica. É, no mínimo, um absurdo”, disse Jorge.

O secretário de Obras da prefeitura disse que existem licenças para que a obra continue. “Se alguém apresentar um laudo contrário vamos analisar, mas enquanto isso não ocorrer vamos dar continuidade ao processo de licitação”. A prefeitura informou que mais de 80 empresas solicitaram o edital e que 12 apresentaram propostas que serão analisadas nos próximos dias.

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