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crônica do dia: ESTOU MORRENDO DE SAUDADES!

Dizem que a saudade mata a gente. Mas não mata! É que por força de expressão, costuma-se dizer: ” ESTOU MORRENDO DE SAUDADES! ” Mas, ninguém nunca morreu de saudade. Muito pelo contrário; ela nos mantém vivos, por vezes até felizes e, próximos de lugares, de momentos e de pessoas, que de certa maneira, nos acompanham incansavelmente por uma vida inteira. Dizem que saudade demais faz mal. Mas não faz! Saudade é como uma estrela brilhante e solitária e, vemos somente o seu brilho, lá longe. O brilho de uma estrela que muitas vezes até já se desintegrou e nem sabemos. E esse brilho intenso e distante jamais poderá nos fazer mal algum. Dizem que saudade tem cheiro. Ah! Isso tem mesmo! Um cheiro todo próprio, conhecido apenas por quem já ganhou e já perdeu. É o cheiro do que um dia vivemos, de algo que perdemos, do tanto que amamos e, de tudo o que esquecemos de esquecer. Dizem que saudade tem gosto. Isso também é verdade! Um gosto especial: doce e amargo ao mesmo tempo e, de difícil definição. E só quem sente, sabe realmente o seu sabor, pois depende muito do tempero de cada coração. E cada coração possui um tempero diferente e poderoso, além de uma MAGIA ESPECIAL! Portanto, toda saudade além de ser uma estrela, é também uma coisa mágica e poderosa e, quase sempre inexplicável. Nos transporta em suas asas invisíveis e nos devolve a alegria infantil. E é justamente com essa alegria, que por um breve e mágico momento, conseguimos libertar a criança que habita em cada um de nós, para que ela possa sentir o cheiro e o gosto de brincar de saudade entre as estrelas. E com toda certeza, a saudade não machuca uma criança que brinca, que sonha, nem mata quem acredita e tem esperança. E é por isso que eu comparo a saudade à uma estrela brilhante pendurada no céu: LINDA E DISTANTE, LÁ LONGE, NO INFINITO ! E Tão longe estão as minhas estrelas no firmamento, quanto distante estou de tudo o que trago na lembrança agora, nesse instante!

por Paulo Roberto Amorim

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