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Coluna de olho na rua com Ricardo Rios: O Grupo do Prefeito na Câmara está ou não dividido?

Não! Sim! Talvez! No que se trata da relação com o prefeito, talvez. Com respeito aos projetos de lei do executivo, não. Em relação à próxima eleição da mesa diretora, sim e não. Explico. Aparentemente sim e verdadeiramente não! Alguns falam que não votam mais no atual presidente e outros se lançam candidatos, mas, a verdade verdadeira é que estão juntos e agarrados. Vejamos! No grupo situacionista se colocaram à disposição, Wendel Lima (PTB), Clebinho Brambati (PTB), Fernanda Mazzelli (PSD) e Sandro Bigossi (PDT).

Segundo nossas fontes o candidato mais contundente é Wendel Lima (PTB), isso porque, os demais apresentaram os nomes, e só. Alguns vereadores da base governista, por exemplo, nunca foram procurados pelos demais candidatos, isso pode significar uma estratégia do atual presidente para que o foco saia de sobre sí. Aliás, estratégia é o que não falta ao vereador presidente. Isso porque, a marcação da data da eleição da Mesa Diretora para depois das eleições gerais foi uma jogada de mestre, na época.  Contudo, parece que a primeira parte do plano não deu muito certo, afinal na eleição de deputado ele perdeu em números de votos para Gedson e Carlos Von, este último se elegendo deputado.

Assim, com Carlos Von (AVANTE) deputado, Gedson (PSB) vivo na política, e Edson Magalhães em baixa, só resta a Wendel Lima vencer a eleição da Câmara, do contrário, será apenas mais um candidato a vereador na próxima eleição municipal. Balões de ensaios (pequeno balão que se solta antes da ascensão de um balão maior) são o que parecem ser os outros candidatos situacionistas. Afinal, como Clebinho Brambati (PTB) será candidato a presidente sendo líder do prefeito e do mesmo partido que Wendel Lima (PTB)? Quanto ao Sandro Bigossi (PDT), além da questão partidária (ele é do mesmo partido do oposicionista Marcos Grijó (PDT)), ele tem ótimas relações com o executivo, é vice-presidente da Mesa Diretora e seu irmão e ex-vereador Anselmo Bigossi transita com desenvoltura nos corredores do executivo, logo, “a conta” para Sandro Bigossi (PDT) é muito difícil de fechar. Os três candidatos estão alinhados com o presidente da Câmara e com o executivo que já manifestou interesse em reeleger Wendel Lima (PTB), no entanto, a vereadora Fernanda Mazelli (PSD) é a única que tem motivos (pelo menos para o mundo jurídico) de romper de uma vez com o presidente e o executivo. A razão é simples: O suposto desentendimento entre ela e o presidente que levou a este sair do PSD (fato contestado pelo Partido na justiça). Além do mais, resta claro que ela não foi respeitada por Edson e Wendel quando estes apenas utilizaram o PSD para se elegerem, tanto, que ambos já abandonaram o barco dos Socialistas-Democráticos.

Analisando as divisões e conhecendo um pouco a política tupiniquim, vejo que no momento existem quatro nomes na disputa sendo dois de cada lado: Enis Gordin (PRB), que conta com três votos certos. Marcos Grijó (PDT) que conta com um voto certo. Fernanda Mazzelli (PSD) que conta com um voto certo e Wendel Lima (PTB) que conta com três votos certos. Restam, portanto, cinco vereadores a se definirem. Depois disto, as candidaturas se afunilarão e teremos então apenas um nome de cada lado. Não revelarei os nomes a pedido das próprias fontes, mesmo porque, como já dito, política é uma caixinha de surpresas. Alguém duvida? Enquanto os dias se vão, parece ainda que o grupo mais unido é o do prefeito que apoia Wendel Lima (PTB), enquanto a oposição continua na praça dando milho aos pombos, cada qual sentado em seu próprio banquinho.

ricardo rios

Ricardo Rios é advogado e contador e trabalhou no Tribunal de Contas e na Ales.

 

 

 

 

 

 

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