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Artigo: Quanto vale a vida da população que necessita utilizar o Sistema Único de Saúde em Guarapari?

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Diante de inúmeras denúncias e reclamações que nos chegam DIARIAMENTE relacionadas à descaso no atendimento, falta de medicamentos de alto e baixo custo, falta de médicos, falta de equipamentos para realização de procedimentos de extrema relevância no diagnóstico de doenças (muitas vezes gravíssimas), resultando em consequências sérias. Alguns fatos recentes nos chamam a atenção.

Caso da menina Thayla (3 aninhos)

Foi atendida 2 ou 3 vezes no Hospital Infantil Francisco de Assis, com fortes dores de cabeça, diagnosticada como sinusite e sendo liberada em todas as vezes. A menina estava prestes a sofrer um AVC.
“Muitas vezes os médicos me criticavam por eu ir com frequência ao pronto atendimento. Os remédios não faziam efeito e Thaila estava cada dia pior. Quando eu consegui a transferência para o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, ela teve convulsão e parada cardíaca”, explicou a mãe.

Caso Gustavo (22 anos)

Foi atendido na UPA de Guatapari na última terça-feira (24/10), com fortes dores de cabeça e sentindo-se muito mal, chegando a ter febre alta e liberado com diagnóstico de “gripe forte”. Na sexta-feira depois de muitas dores e febre de 41°, foi isolado com suspeita de Meningite, NECESSITANDO transferência com URGÊNCIA. A remoção foi feita somente no sábado 28, após a mobilização da família em contato com conhecidos, redes sociais, e-mail para plantão judiciário (Rio Novo do Sul). Até helicóptero da PM foi conseguido através de amigos que solidários, se mobilizaram para ajudar o rapaz, mas infelizmente a burocracia falou mais alto que a vida do jovem Gustavo.

Caso Letícia (10 anos)

Foi atingida na cabeça durante brincadeira com colegas da escola na última sexta-feira 27 às 10h30, resultando em hematomas na testa e olho. A diretora não avisou a mãe da menina, que só tomou ciência no momento que foi busca-la. Com fortes dores na cabeça, às 12h30 a levaram para o Hospital Infantil. A menina foi atendida somente às 14h30 liberada sem passar por procedimentos mais complexos. A médica foi questionada pela avó Marinete, e respondeu:
“Já pensou se tivéssemos que fazer raio x em todas as crianças que vierem para cá com pancadas na cabeça e hematomas? Quando for assim nem precisa trazer, coloca gelo e pronto!”. A família está indignada com o descaso da médica e a demora no atendimento.

Caso Meirielli (gestante de 6 para 7 meses e 3 abortos passados)

Com fortes dores na barriga se dirigiu ao Hospital Infantil no sábado 28 (manhã) NECESSITANDO de ultrassonografia para detectar a dor. O Hospital não tinha equipamento para atender à gestante e removeu no domingo 29 (tarde) ao hospital Santa Mônica para os procedimentos necessários.

Estes são apenas alguns relatos (diante de centenas que não vêm à publico), do descaso com a saúde pública em Guarapari, muitas vezes com consequências sérias e graves, levanto até a óbito.

Enquanto isso, a população “paga literalmente” planos de saúde para os governantes do município, que são atendidos em clínicas e hospitais particulares com recursos.

Quanto vale a vida da população de Guarapari?
Com certeza, vale muito mais do que nossos governantes do município estão dispostos a pagar. É preciso uma grande mobilização da população e uma atenção maior por parte do prefeito e dos vereadores.

neiliana-image-2017-10-30-at-13-30-07Neliana Vilela Bernardes Lucente Capella

Sobre Redação

Comentários

  1. Lamentavelmente o povo de Guarapari está entregue à propria sorte e o Senhot Prefeito só se preocupa com obras e o que mais interessa à população como saúde, educação, segurança (cadê a guarda municipal) ele deixa para último plano, porque o que interessa a ele é a construção do novo prédio da prefeitura, da Câmara Municipal, asfalto para enganar a população, dentre outras obras de maior interesse pessoal do que coletivo.

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